Ediçao 0.2 2016

 

PROGRAMAÇÃO

Esta edição O2, embrionária e urbana, contará com um programa de formação/investigação durante o dia a cargo de Tania Garrido e Paulina Almeida, duas noites de espectáculos, uma noite de tertúlia e uma jam de Butoh.
Agradecemos a Raúl Bartolomé a sua arte fotográfica e a
Espacio en Blanco a sua colaboração entusiasta!

 

Info e horários

Durante o dia:
3-6 Dez: (de)Formação. Tania Garrido e Paulina Almeida
Durante a noite:
2 Dez (21h): Espectáculo.
Tania Garrido
Paulina Almeida
3 Dez (21h): Espectáculo.
Pinz& de Jonathan Martineau e Matilde Javier Ciria
4 Dez (20h): Tertúlia e debate.
5 Dez (19h30-22h): Jam

 

Todos os eventos vão ter lugar no “Espacio en Blanco”. C/ Mira el Sol 7, Madrid

(de)FORMAÇÃO / INVESTIGAÇÃO: “O outro lado do corpo” (3-6 Dez)

HORÁRIO
3, 4 e 5 dez: 11:00-14:00h e 16:00-19:00h
6 dez: 11:00-15:00h

 

OS PROFESSORES e SEUS CONTEÚDOS

O OUTRO LADO DO CORPO.

Propomos uma formação paralela com dois professores; os três primeiros dias de manhã estarão a cargo de uma professora e de tarde a cargo de outra, no último dia oferecemos um espaço de intercâmbio em que ambas as professoras darão a aula em conjunto. Como tema, propusémos às professoras convidadas “O Outro lado do Corpo”.

Workshops

O corpo fractal com Paulina Almeida

O workshop gira em torno de três eixos. O primeiro são os grandes movimentos. A composição musical e física dos participntes, através da respiração e ritmo fractal. Encontrando aqui o trabalho de movimiento, subindo e baixando e dançando, em harmonia com o universo como um símbolo de força. As dificuldades, o cansaço, o stress, a auto-ajuda, o combate, a astúcia, a solidão e a força… O objectivo do novo começo.

O segundo eixo são os pequenos movimentos accionados pelo impulso interior e exterior. Pequenas cenas curtas, sem palavras. O medo e as consequências da acção. A composição musical e o corpo dos valentes, que tráz a epopeia à realidade.

O terceiro é a relação com os outros. A interacção e a participação. Construção de uma reacção às propostas que se apresentam. Comprometer-se consigo mesmo, enfrentar-se ao medo, à procura interior e à transição, à prática ritual de ter a força de enfrentar-se a si mesmo. Para isto, faremos uso de elementos de teatro físico e de dança, num delicado jogo de construção e desconstrução de imagens. Vamos apresentar vários solos e duos ou pequenas frases. O princípio é simples: tanto o “interior” como o “exterior” se encontram num espaço comum. Convida-se os participantes a entrar, ou simplesmente a observar de longe, jogando nos intrstícios entre o público e o privado, entre as lógicas pessoal e universal. Onde está a essência? Mediante a incorporação de si ou do outro, aprendemos sobre a nossa natureza – os instintos ocultos, emoções, medos e desejos, como uma maneira de construir conhecimento.

Paulina Almeida
Investigo as fronteiras da dança minimal, performance e arte contemporânea, para superar personagens e situações que realizo, assim como tratar de converter-me no espaço que habito e entender a dinâmica de poder entre o quotidiano, a intimidade e a abertura ao outro. As minhas performances são pertença de um único lugar e composições localizadas entre o social, político e educativo, baseadas no tempo específico do lugar. Gosto de testar novas experiências através da realização, no mesmo lugar, várias vezes, com objectivo de manter uma relação mais duradoura com ambos, o corpo e o lugar, e ter uma visão mais abrangente do sítio, e criar laços mais fortes com este. A minha ideia é vincular as pessoas, corpo e lugar, criando assim uma história partilhada.

Estudei ballet na Royal Academy de Londres (Portugal) e apresentei o meu primero espectáculo de dança com seis anos, no teatro Jordão em Guimarães.
Entre 1996-99 frequentei o TUP Teatro Universitario do Porto e em 1999-2000 a ESMAE (Escola Superior de Música e artes Cénicas). Em 2001 especializei-me em Teatro de Rua na ACE (Academia Contemporánea do Espectáculo) e em 2008 na ISTA (Escola Internacional de Teatro Antropológico, Dinamarca). Desde 2002 exploro a danza Butoh, tanto por ensinamentos de vários mestres japoneses, como através da aplicação desses conhecimentos na minha prática artística e como professora. A minha investigação, performances e workshops têm sido apresentados em numerosos países da Europa, América, África e Ásia, em objectos úteis de arte.


paulinaalmeida.wordpress.com

 

In Between [O Cuerpo do Meio] com TANIA GARRIDO

O corpo do meio posiciona-se… entre o céu e a terra, em constante movimento, uma transformação contínua… vazio, disponível, no ponto de partida, presente contínuo.
Corpo integral, físico, mental, universal, ancestral, corpo aprendido, esquecido, rejeitado, desejado.
Corpo possível…
Recordações, memórias, desejos, frustrações… um corpo entre o real, o imaginário, o subjacente.
Encontrar as razões pelas que mover-se, ou não mover-se em absoluto.
Lavrar o tempo e o espaço, descobrir a dança no seu mais mínimo detalhe, respirar e encontrar a verdade de cada momento, nessa metamorfose constante.
Desfazer-se do eu, ser movido por outros eus, ser movidos por imagens, por sensações ou por companheiros invisíveis. Esvaziar-se para estar disponível. Conter para expresar. Guardar um segredo. E dançar… dançar com o prazer de descobrir-se num corpo novo, de matiz desconhecida, talvez estranha, talvez feio de forma bonita. O corpo do meio. Estas são algunas das caras da dança Butoh com as quais gosto de dialogar. Falam-me sobre as possíveis definições de Butoh e o que significan para mim. O que procuro são experiências que me sacudam e me mostrem novos caminhos. Dá-me prazer deixar-me dançar por imagens, por sensações, por velhos fantasmas ou pelo desconhecido. E voltar a casa, sabendo-me vulnerável e poderosa.

Neste workshop convido-te a vir navegar nesta procura comigo, seja qual for a tua experiência, seja qual for o teu corpo do meio…

Tania Garrido
Bailarina, coreógrafa e intérprete, licenciada em teatro gestual pela Real Escola Superior de Arte Dramática de Madrid (RESAD 2003). Tem o seu primero contacto com a dança Butoh pela mão de Wendell Wells em Madrid e é com ele que estuda de maneira regular de 2000 a 2003. Desde então empreende uma procura pessoal até à sua própria linguagem, que a leva por diversos países estudando com diferentes mestres da danza, teatro e Butoh. SU-EN, Frank van de Ven, Katsura Kan, Ko Murobushi, Yukio Waguri, Atsushi Takenutsi, Mari Osanai, Imre Thormann, Yumiko Yoshioka, Hisako Horikawa, Yuko Kaseki, são alguns dos mestres com os quais aprendeu distintos caminhos até ao corpo, à dança e ao mistério.

Recebe ajuda do governo dois anos consecutivos (2008-2009) para estudar na cidade de Nova York, onde assiste a aulas regulares e workshops nas escolas Movement Research, DNA e CAVE. Também faz os cursos Winter Training e Summer Intensive com a SITI Company, com direcção de Anne Bogart.
Profissionalmente trabalhou em várias companhias participando em digressões internacionais. Desde 2001 a 2010 foi co-directora da companhia Cranämour (
www.cranamour.com) com a qual realizou uma obra própia ganhando o prémio Injuve 2008 com Pájaros e o primeiro prémio do certame Unidanza 2011 com o solo Etzev (na sua primeira versão). Actualmente participa em vários projectos, entre eles destaca Álvaro&Tania, uma peça de Jesús Rubio, e as suas colaborações, como bailarina, no Teatro Real de Madrid, trabalhando com os directores de cena David McVicar, Romeo Castellucci e Davide Livermore.

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